O tempo, forma como denominamos a medida de duração das coisas, uma forma de contar aquilo que passa e delimitar o momento de algo que está para acontecer. O domínio do tempo parece ser um desafio cada vez maior para as pessoas. Procuramos prolongar ou controlar o tempo de maneira que nos dê o maior proveito possível. Esse tempo que parece passar cada vez mais rápido enquanto nós temos cada vez mais coisas para fazer. Quando estamos vivendo um momento não planejado, quando estamos não fazendo nada, estamos de bobeira, pode chegar a dar até um certo vazio, um incômodo, é como se estivéssemos “perdendo tempo”.

Mas o que é perder tempo e o que é ganhar tempo? Para alguns um passeio no parque pode ser uma total perda de tempo, para outros, pode gerar bem-estar, criatividade e disposição que podem resultar em maior produtividade e, consequentemente, ganho de tempo. Para tudo há uma perspectiva muito pessoal em relação isso. Uma percepção comum ao tempo é que ele corre por uma linha do tempo, que parece ser linear, contínua e infinita.

 

VOCÊ EM RELAÇÃO AO TEMPO

 

Existem diferentes situações que podemos viver em relação ao tempo ao longo de nossas vidas. Podemos ser escravos do tempo, fazer tudo para encaixar nossos afazeres dentro das horas predeterminadas, dos minutos combinados, e nos sentir mal se algo saí fora da programação. Também podemos ser os velocistas do tempo, aqueles que estão sempre correndo atrás dele tentando colocar algo mais para fazer e aproveitá-lo além do tempo disponível, como querer usar 25 horas em um dia. Podemos ser aqueles que estão perdidos no tempo, sem direção ou produtividade, apenas vendo o tempo passar sem saber para onde ir.

Existem ainda os que são carrascos do tempo, sacrificando atividades que poderiam ser benéficas ou momentos que poderiam ser compartilhados com pessoas importantes. Esses carrascos estão sempre buscando obter algo, como uma progressão salarial, de carreira ou usam seu tempo com pessoas que possam lhe ajudar a conseguir algo que valorizam (leia também O valor de cada coisa). Outros são anciões do tempo, para eles o tempo de tudo já passou, não há mais oportunidades para eles porque o “tempo deles passou”.

São diversas as situações nas quais deixamos de aproveitar melhor o tempo e as possibilidades que temos na vida. Nos acomodamos na ideia de que as coisas deveriam ser assim mesmo. Mas não é porque as pessoas, de modo geral, se deixam envolver nessas condições limitantes em relação ao tempo que você também precise viver dessa forma. Já ouviu aquela frase: a vida é feita de escolhas? Pois é, a forma como você leva a vida também é uma escolha. A forma que você quer viver sua vida não se trata daquilo que terá ou será no futuro, mas da maneira como você encara a vida e como se sente atualmente.

 

APROVEITANDO O TEMPO – A SEU MODO

 

O tempo nada mais é que uma medida, um parâmetro que utilizamos para mensurar nossas atividades. Tentar “ganhar tempo” ou chorar por “perder tempo” simplesmente não faz sentido. Tudo o que existe de verdade é o hoje, este exato momento. Mas como você vive o presente? Com a cabeça no passado ou no futuro? Apenas planejando e imaginando como serão ou eram as coisas? Você não sabe o que acontecerá com você amanhã, se terá as mesmas oportunidades e vontades. Não falo isso para causar desespero ou para criar uma emergência em fazer algo como se não houvesse amanhã. Mas para destacar que o tempo é seu desde já para aproveitá-lo.

O dia de amanhã continuará trazendo uma página em branco para escrevermos e os momentos continuarão a existir um após o outro. Mas não há amarras que nos prendam ou obriguem a viver de determinada forma. O momento é seu para vivenciá-lo da forma que achar melhor. O segredo está justamente na forma que você leva a vida, se você é livre e vive de uma maneira autêntica em que se sente bem o tempo não faz mais sentido, não precisará esperar algo acontecer para mudar sua vida e atingir a tão sonhada (e muitas vezes mal interpretada) felicidade.

A medida que você altera a direção das suas escolhas outras oportunidades vão aparecendo e se encaixando com esse novo padrão mental que você criou de se libertar das amarras do tempo. Você não precisará lutar para ganhar mais tempo, apenas irá priorizar as coisas que lhe fazem bem no hoje. Se essas coisas fizerem bem no futuro também melhor ainda, mas não dá para viver o presente fazendo algo que não lhe faz bem, não dá para sacrificar parte de sua vida em nome de uma (possível) felicidade futura.

 

O MOMENTO EM QUE VOCÊ SE LIBERTA

 

O tempo passará a ser o que realmente é, uma medida de tempo na qual você irá organizar suas atividades da forma que mais lhe convir, sem as obrigações de obter resultados ou de viver com expectativas de algo que poderá acontecer. O resultado já estará ali, a felicidade já estará ali, no momento presente. Assim como estará em todos os outros momentos em que estiver centrado em você mesmo e no que importa para você em cada situação. Quando você passa a fazer apenas o que faz sentido para você acontece uma transformação positiva em sua vida.

Uma vida mais leve, equilíbrio entre o que você faz e o que sente, maior bem-estar e harmonia entre você e as pessoas ao seu redor são apenas alguns benefícios que você atinge ao aproveitar o tempo de forma condizente com o que sente. A diferença entre fazer do tempo seu aliado ou ser escravo deles começa na mudança na sua forma de pensar. Na crença de que as coisas que você mais precisa são externas e as que vem do coração são bobagens. Justamente o contrário, o que se passa em nosso interior é a base de quem somos, no exterior estará apenas o reflexo disso. Entender o que lhe faz bem de verdade e o que é ilusão e influência externa irá lhe redirecionar para vivenciar momentos que fazem sentido para você.

 

 

SEM TEMPO

 

O tempo é tão curto

Que não há tempo

Para se pensar no tempo.

 

É preciso correr,

É preciso alcançar

Os objetivos e metas

Para o futuro garantir.

 

Não há nada hoje para mim.

Quero conquistar meu espaço,

Esquecer do passado

E mostrar do que sou capaz.

 

Quando chegar lá eu penso,

Descanso finalmente.

Quando chegar lá…

 

 

Infográfico - O Domínio do Tempo

Rodrigo Poiesis
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