A dificuldade de se aceitar, de perceber as próprias qualidades e de se amar são problemas que afetam diferentes aspectos da vida daquela que sofre com baixa autoestima. Para entender como melhorar a autoestima é preciso ter consciência da imagem que se tem de si mesmo.

A forma como você se percebe em comparação com as outras pessoas está diretamente ligada aos efeitos que a baixa autoestima terá na sua vida. A autoestima é a percepção que você tem de si mesmo. Essa autoimagem é alimentada desde a infância e vai se desenvolvendo ao longo da vida.

Se você sofre com baixa autoestima também deve se sentir desmotivado, sem grandes perspectivas de vida e com facilidade de desistir das coisas que faz. Não querer se expor ou ficar em evidência é comum para quem não lida bem com a autoestima. Afinal, se você não tem uma boa imagem de si mesmo, não vai querer fazer propaganda disso.

A falta de apoio, incentivo, de reconhecimento são fatores que contribuem para uma baixa autoestima. Enquanto as pessoas que são incentivadas e motivadas a seguir em frente com suas ideias ao longo da vida tendem a melhorar sua autoestima.

Você pode estar procurando entender como melhorar a sua autoestima porque se sente desanimado com você mesmo. Talvez alguém perto de você tenha dificuldades de usar o seu potencial por não se perceber capaz. Para encontrar uma solução, antes é preciso entender a situação e se o problema está na baixa autoestima.

 

SINAIS DA BAIXA AUTOESTIMA

 

Aquele que não está bem consigo mesmo não consegue ficar bem com os outros. A baixa autoestima conduz a uma descrença de si mesmo e impõe limitações que não existem. Se você acredita que não pode fazer uma apresentação, falar com uma determinada pessoa ou ser capaz de conseguir um emprego desejado, então você não conseguirá. Por mais que tenha condições as limitações autoimpostas irão impedir que você faça algo.

Se sentir incapaz de fazer várias atividades que as outras pessoas fazem, simplesmente por acreditar que você não faz bem o suficiente é um dos sinais da baixa autoestima. A pessoa que se sente assim acredita, mesmo sem ter qualquer fundamentação, que aquilo que ela fizer terá um resultado pior que os outros ou até um resultado desastroso.

A insegurança é o grande companheiro de quem sofre com baixa autoestima. Não acreditar em si mesmo cria barreiras e leva a pessoa a se retrair fugindo de diversas situações. Evitar fazer qualquer coisa que a exponha ou que possa ser avaliado por alguém de alguma forma é uma constante.

A retração e a fuga são bastante marcantes para quem sofre com a baixa autoestima. Elas podem desencadear problemas como a procrastinação, timidez e a rejeição das próprias conquistas. Colocar defeito em tudo que faz e não aceitar desafios também são atitudes presentes no sentimento de se esconder e fugir das situações.

A baixa autoestima também gera uma grande cobrança com inferiorização de si mesmo. Quer dizer que a pessoa está sempre se cobrando pelo que faz ou pelo que deixa de fazer e, independente do resultado, se coloca para baixo.  A pessoa está sempre reforçando a visão pessimista que tem de si mesma.

O medo de errar, de ser exposta como uma pessoa inferior podem acabar gerando respostas defensivas. Por isso, a pessoa com baixa autoestima, pode ficar se comparando com a intenção de inferiorizar os outros. Acaba se tornando perfeccionista e competitiva na tentativa de criar a melhor imagem possível de si mesma.

Mesmo que essa pessoa crie uma imagem incrível de si mesma e seja elogiada por todos ao seu redor, ela não acredita nisso. Se mantém sem aceitar suas conquistas e sem se dar liberdade de errar. Vive se exigindo demais de si e pode expandir essa exigência as pessoas próximas e até depreciar os outros para não se sentir tão inferior.

A constante exigência em manter uma imagem positiva para os outros pode levar a uma exaustão e ao estresse. A pessoa prefere se manter isolada, muitas vezes com vontade de sumir. Pode sofrer ainda com receio do futuro temendo que coisas ruins acontecerão.

 

MELHORANDO A AUTOESTIMA

 

A percepção que se tem de si mesmo e os efeitos gerados pela baixa autoestima estão associados a esfera dos sentimentos. Começar a ter um olhar mais racional e realista de si mesmo e da situação em que se vive pode ajudar a equilibrar a condição negativa.

Quando se sentir menos que os outros ou acreditar que não pode realizar algo que pessoas em condições similares a sua realizam, comece a analisar a situação de forma objetiva. Responda para si mesmo, da forma mais sincera possível, o que te impede de fazer aquilo que sente que não é capaz. Esse impedimento é real ou está sendo criado por você?

Quando sentir que tem inúmeros defeitos e que os outros parecem ter e conseguir tudo e não possuem defeitos, comece a se questionar se é realista você acreditar ser assim tão ruim e os outros tão bons. Será que os outros não tem defeitos ou você acredita que os seus defeitos são tão piores assim?

Ao começar a se questionar dos sentimentos que vivencia e buscar respostas com base em fatos e naquilo que realmente acontece você começará a perceber que a visão que tem de si mesmo não condiz com a realidade e que é possível fazer mais do que você acredita que é capaz.

Também é importante se dar conta que as pessoas não são iguais e o universo é perfeito dessa forma. Cada pessoa tem habilidades, condições e oportunidades diferentes. O importante é como você aproveita o seu potencial para transformar a sua realidade em algo que seja bom para você.

Ficar se comparando com os outros é uma armadilha que pode levar a grandes limitações. Se existem pessoas que você admira e gostaria de seguir um caminho semelhante, faça delas um exemplo a ser seguido, mas tendo consciência que cada pessoa tem o seu próprio caminho. Você pode se inspirar nelas, mas não se compare.

Respeite a si mesmo. Entenda que todas as pessoas tem limitações e essas limitações são próprias de cada pessoa. É possível transpor várias barreiras ao longo da sua vida. Mas é necessário entender quando vale a pena se esforçar para superar um obstáculo ou quando é melhorar procurar um caminho alternativo.

É preciso respeitar o que você pode fazer no seu momento atual e valorizar cada conquista. Com o tempo é possível ampliar suas possibilidades e se aprimorar. Lembre-se que não existe conquista pequena, cada passo dado em direção aquilo que se quer é uma vitória.

 

ATIVIDADES PARA MELHORAR A AUTOESTIMA

 

Existem algumas atividades que você pode exercitar no seu dia a dia que irão melhorar a forma como você se percebe e lida consigo mesmo. Procure realizar essas ações substituindo os hábitos negativos de se colocar para baixo por hábitos que elevem a sua autoestima.

A primeira coisa que você pode fazer é trocar o hábito de ficar se comparando com as outras pessoas por começar a se comparar consigo mesmo. Sempre focando naquilo que melhorou, no que aprendeu, nas possibilidades que surgiram. Mire nas melhores possibilidades de desenvolvimento e faça algo pelo seu próprio crescimento.

Trace metas a serem atingidas e defina claramente seus objetivos. Dessa forma, fica mais fácil para você acompanhar o seu desenvolvimento e perceber o quanto melhorou e o quanto ainda pode melhorar. Não fique se exigindo demais, procure curtir cada momento que estiver vivendo.

Quando for definir o que fazer pode ser algum objetivo de vida ou objetivos menores que façam você se sentir bem, como realizar uma atividade prazerosa que você sempre teve vontade ou algum curso para o seu aprimoramento. O importante é focar em você mesmo e no seu crescimento sem se preocupar com a vida dos outros.

Insira o autoconhecimento na sua vida. Você não precisar cair de cabeça no autoconhecimento, mas é preciso começar a praticá-lo. Entender melhor a si mesmo é um dos remédios mais eficazes para a baixa autoestima.

Escolha não viver mais com baixa autoestima. Talvez você esteja pensando: como assim escolha? Se não viver mais com baixa autoestima dependesse apenas de escolher não viver assim eu já estaria vivendo com total confiança e nem estaria lendo esse texto.

Na verdade, melhorar a autoestima não depende apenas de escolher, mas é necessário que se faça essa escolha conscientemente para que isso aconteça. Escolher melhorar a autoestima e acreditar mais em si mesmo é um compromisso que se assume consigo mesmo em trabalhar para que isso aconteça.

Evitar situações que se sabe não fazer bem, pessoas que reforçam uma imagem negativa de você mesmo. Cultivar hábitos positivos e procurar enxergar a oportunidades de crescimento que se tem pela frente são atitudes de quem escolheu melhorar a própria situação.

Aquele que não faz a escolha de melhorar a própria situação não se percebe como responsável pela realidade em que vive e por suas realizações. Se acomoda, está sempre reclamando e se vitimiza esperando que alguém mude a sua vida.

Você tem todas as condições de mudar a sua realidade. Comece escolhendo buscar um caminho de melhorias e realizações. Pratique as atividades para melhorar a sua autoestima e sinta-se bem por cada conquista. Seja, desde já, a pessoa que você quer ser.

Rodrigo Poiesis
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