A LIBERDADE E O TEMPO

É comum que se ouça a frase “você está desperdiçando tempo”, se referindo ao estado em que se está deixando o tempo passar sem tomar uma atitude diante de algo. Como já comentei aqui no blog, é importante termos objetivos de vida e foco no caminho que traçamos e vamos seguindo no decorrer de nossas vidas. É justamente na definição do que queremos fazer e o caminho que vamos percorrer que exercemos nossa liberdade de escolha. Nosso livre-arbítrio é o que faz com que cada um de nós sejamos donos de nossas vidas.

A respeito do tal desperdiçando tempo eu considero ele sob dois ângulos, o primeiro é o óbvio, a pessoa em estado de inércia, muitas vezes perdida em relação a que direção vai seguir, deixando o tempo passar sem fazer nada. Mesmo acreditando que aprendemos com tudo nessa vida, creio que dessa forma seja sim um desperdício de oportunidade de fazer algo mais e tornar esse aprendizado mais profundo. Afinal (incluindo mais uma frase clichê), a vida é tão curta.

O outro ângulo pelo qual vejo essa situação é o da liberdade de escolha, situação em que você decidiu, ou, ao menos, está totalmente consciente do seu estado de inércia. Em outras palavras: está parado porque quer. Neste caso, a pessoa tem seus objetivos e planejamento de vida definidos, sabe por onde vai e como melhor lhe cabe ir por esse caminho. A pessoa é dona do seu tempo e faz com ele o que bem entende. Sabe que o que pode parecer inércia e perda de tempo para os outros, para ela, é um tempo necessário. Faz parte do caminho e da forma de vivenciá-lo que ela escolheu.

Isso de um tempo sem estar fazendo nada vale para várias outras coisas que as pessoas percebem como algo fora do padrão e adoram apresentar conceitos prontos, têm julgamentos na ponta da língua, que muitas vezes são ditos sem nem pensar. É triste pensar que todos têm que levar a vida do mesmo jeito e seguir tendo ações e comportamentos similares a grande maioria para que não tenham que enfrentar o julgamento alheio. Isso é tão forte que impede as pessoas de avançarem e serem felizes. De qualquer forma, este é um assunto que rende outro post. O que gerou este post é justamente o fato de nos questionarmos sobre nossas ações e as escolhas que fazemos.

Se estamos conscientes daquilo que fazemos, seja o que for que estivermos fazendo, sendo algo que faz parte do caminho que desejamos seguir e nos faz bem, então sigamos fazendo pleno uso do nosso livre-arbítrio. Por mais que isso possa nos deixar em uma posição diferenciada frente a escolha da maioria, se não afrontar a liberdade e o direito dos outros, temos que nos entregar aquilo que nos realiza, em especial as pequenas coisas. Afinal, a vida é tão curta, não é? 😉

 


 

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