Se você já entendeu a importância da reciprocidade em sua vida, então está na hora de buscar formas práticas de desenvolvê-la. Nesse texto apresento 10 dicas para desenvolver a reciprocidade que poderão melhorar sua relação com as outras pessoas.

A reciprocidade pode estar presente em qualquer relacionamento. Nos relacionamentos comerciais que resultam em grandes negociações e impactam várias pessoas. Assim como nos relacionamentos mais comuns que temos, seja com o vizinho, a família, amigos e demais pessoas que passam por nós no dia a dia.

Antes que você comece querendo colocar todas essas dicas em prática de uma vez, tenha em mente que isso é algo que deve fazer parte da sua vida. Então não adianta querer forçar uma mudança de repente e achar que isso irá se manter por longo período.

Procure começar a mudança de hábito por uma ou duas dicas que são mais fáceis de aplicar e, com o tempo, vá adicionando outras. Comece a perceber os benefícios e as mudanças que irão ocorrendo e valorize cada passo em frente. O desenvolvimento pessoal é algo que vamos trabalhando pouco a pouco de forma contínua.

Com isso em mente, sem afobação, mas com muita vontade de mudar a sua realidade atual e ter uma vida cada vez melhor vamos seguir em frente. Vamos fazer dessas dicas pontes para relacionamentos mais verdadeiros e benéficos.

 

1 – SAIBA OUVIR

 

A primeira e fundamental ação para se começar a vivenciar a reciprocidade é se abrir para ouvir o outro. A dica seguinte é a empatia e não existe empatia se você não conseguir ouvir o que a outra pessoa está lhe dizendo.

Importante dizer que ficar quieto enquanto o outro fala não é o mesmo que ouvir o que ele está dizendo. Ouvir é interpretar aquilo que é falado pela outra pessoa de forma que você consiga perceber se aquilo é um problema, uma ideia criativa que possa ser aplicada, um assunto corriqueiro, uma conquista ou algum outro tipo de situação.

Até o momento estamos apenas vendo as coisas do seu ponto de vista. A partir do momento que você identifica que tipo de assunto a outra pessoa está querendo comunicar você pode determinar se é algo que pode ser conversado de forma mais descontraída ou é preciso ir com cautela.

Com isso feito, vamos buscar uma conexão entre vocês. Para que isso seja possível vamos exercitar a empatia. Justamente o tópico da dica 2 dentro das 10 dicas para desenvolver a reciprocidade.

 

2 – TENHA EMPATIA

 

A tão falada e pouco aplicada empatia. Essa etapa do desenvolvimento da reciprocidade é mais desafiante, pois a empatia pede que você se desconecte de você mesmo para tentar se conectar ao outro.

A empatia é a tentativa de tentar perceber uma situação pelo ponto de vista do outro. Isso nunca será perfeito, pois sempre terá algo de nós nessa busca por perceber as coisas sendo a outra pessoa. Mas quanto mais conseguirmos perceber e incorporar a realidade do outro, mais estaremos desenvolvendo a empatia.

Então, o maior esforço da empatia está em entender como o outro percebe o mundo. Quanto mais conhecemos uma pessoa (de verdade), mais fácil é ter empatia. Também é possível fazer isso simplesmente perguntando para a pessoa.

Você não irá perguntar para a pessoa como ela percebe o mundo e a situação como ela está inserida. Mas você irá perguntar como ela se sente em relação ao que está vivendo, como ela gostaria que fossem as coisas e o que mais envolve a situação que ela está comunicando.

Perceba que o grande segredo para se criar empatia é ter interesse verdadeiro pela outra pessoa. A partir do momento que você se interessa de verdade pela pessoa e pelo que ela tem a dizer a empatia vai se fazendo presente e vocês vão criando um vínculo verdadeiro.

 

3 – ESTEJA ABERTO PARA O QUE VIER

 

Você até pode escolher o melhor momento para conversar com alguém, mas não adianta ficar controlando os assuntos. Se você quer criar um vínculo verdadeiro com alguém não adianta ficar restringindo o que a pessoa pode ou não pode conversar com você.

Certamente é preciso considerar os limites do bom senso e o tipo de relacionamento que existe entre vocês. Também existem momentos em que certos assuntos não podem ser discutidos.

Considerando uma conversa saudável, num momento apropriado, onde as pessoas envolvidas podem se abrir, os assuntos podem variar bastante. Por isso, esteja aberto a diferentes informações. Quanto mais você conhece a outra pessoa, mais isso se torna verdadeiro.

Num processo em que a pessoa vai tendo mais confiança para conversar com você, maior é a facilidade de ela expor o que pensa e sente. A tendência é que, com o tempo, os assuntos se tornem mais íntimos e de maior importância.  

 

4 – RESPEITE OS LIMITES

 

Pode ser que você já tenha conseguido estabelecer uma relação de confiança com a outra pessoa e ela se sinta à vontade para falar de tudo. No entanto, sempre haverá algum limite até onde a pessoa irá querer se abrir. Seja pelo tipo de relação que existe entre vocês, seja pela vontade dela em não expor certas situações ou pensamentos.

É preciso respeitar os limites da outra pessoa, pode levar tempo até que ela se sinta à vontade para falar algo. É normal que existam situações que ela não tem intenção de compartilhar com você. A reciprocidade pede que você esteja lá para o que ela precisar, se precisar. Assim como ela estaria lá para você se e quando você precisasse.

 

5 – ESTABELEÇA LIMITES

 

Como a reciprocidade é um ir e vir, uma busca pelo equilíbrio nas relações, então o que vale para um lado, também valerá para o outro. Se é importante que o outro possa estabelecer com liberdade e naturalidade os seus limites, também é importante que você estabeleça os seus.

Você não deve se submeter a situações em que se sente mal ou forçado a fazer algo porque acha que isso irá manter o relacionamento. É importante que você também se sinta bem para se abrir até o ponto que achar confortável e falar de coisas que sente necessidade. Não é preciso extrapolar os seus limites ou o da outra pessoa.

 

6 – SEJA CLARO E HONESTO

 

Tentar fazer com que a outra pessoa se sinta à vontade ou desviar de um assunto que você não quer falar pode fazer com que você não seja totalmente verdadeiro. Querer concordar com o outro ou se fazer de desentendido só para que outro sinta que você pensa como ele é esperar que os outros não sejam verdadeiros com você também.

Por quanto tempo você acha que se mantém uma relação entre pessoas que não são verdadeiras e demonstram ser, pensar e sentir coisas que não são reais? A tendência é de as mentiras e a superficialidade do relacionamento aumentar com o tempo. Até o ponto de você desconhecer por completo a outra pessoa.

Relacionamentos baseados em medos, inseguranças, busca por aprovação e tantas outras fragilidades que fazem o ser humano agir de forma irracional e contra a pessoa que é de verdade são a maioria. Por isso, é tão difícil encontrar alguém que lhe entenda, alguém que se preocupe, alguém que simplesmente escute (de verdade) o que você diz.

Um relacionamento real onde há confiança e reciprocidade pede por clareza e honestidade. Você pode não querer abordar certos assuntos, mas não precisa fazer isso usando subterfúgios. Você pode simplesmente ser claro e honesto quanto a isso. Não é o que você esperaria das outras pessoas com que tem algum tipo de relacionamento?

 

7 – O RESPEITO DEVE ESTAR SEMPRE PRESENTE

 

Encontrar o equilíbrio nas relações com as outras pessoas e gerar a reciprocidade pode ser desafiante, pois não estamos acostumados a sermos totalmente francos. Pense bem, não estamos acostumados nem mesmo a ser quem somos de verdade.

Os motivos de chegarmos a esse ponto são inúmeros, mas grande parte disso está na insegurança de não ser aceito. Para ser aceito é preciso também aceitar. O diferente não é necessariamente melhor ou pior, mas certamente traz com ele uma oportunidade de aprendizado e crescimento.

Você encontrará pessoas parecidas com você, mas também encontrará pessoas bem diferentes. Você aprenderá muito com todas elas, mesmo que não se sinta alinhado com as escolhas de algumas delas. Cada pessoa tem algo incrível para compartilhar, basta que você esteja aberto para isso.

Para que tudo isso seja possível é preciso que exista respeito antes de qualquer coisa. Respeitar as diferenças, o jeito de ser, pensar e sentir de cada um. Sem o respeito as portas se fecham e tudo que se mantém é a distância e a falta de compreensão do outro. 

 

8 – NÃO TENHA MEDO DE SER VOCÊ MESMO

 

Num relacionamento onde você espera que a outra pessoa seja sincera e possa existir reciprocidade entre vocês é preciso que você também seja transparente em relação ao que pensa e sente.

Não quer dizer que você tem que falar tudo o que pensa e sente. Também não quer dizer que a outra pessoa precisa saber tudo da sua vida. Quer dizer que, dentro do espaço da sua vida que você está compartilhando com ela, você deve ser honesto.

Se é um coleguismo profissional, dentro do universo do trabalho você será franco quanto a seus posicionamentos. Se for um relacionamento entre um ou mais amigos, você irá ser você mesmo naquilo que fizer e falar. Dependerá sempre do tipo de relação e dos limites estabelecidos entre vocês.

O importante é que você se sinta à vontade para ser você mesmo sem ficar se preocupando o que o outro vai achar ou pensar. Sei que na realidade em que vivemos isso não é fácil, mas é um exercício que precisamos colocar em prática se quisermos que se torne realidade.

 

9 – NÃO FUJA DOS PROBLEMAS

 

Nem tudo são flores num relacionamento. É normal que existam discordâncias ou desentendimentos. Se você se sente ferido por algo que outra pessoa fez o que você gostaria que ela fizesse? Assumisse seus atos e pedisse desculpas, se fosse o caso?

Acredito que seja o mesmo que a outra parte espera de você. Talvez você não tenha percebido caso tenha feito algo que gerou um mal-estar na outra pessoa. Mas, se existe comunicação aberta e reciprocidade entre vocês, isso logo virá à tona.

Como você lida com isso pode impactar a reciprocidade entre vocês. Talvez seu primeiro impulso seja fingir que nada aconteceu ou fugir da situação. Isso só empurra o problema para debaixo do tapete. Claro que existem momentos mais adequados para tratar de certos assuntos, mas evitar indefinidamente é enganar a si mesmo.

Se você é do tipo que não admite erros, fica procurando alguém para colocar a culpa, isso pode gerar uma discussão desnecessária com a outra pessoa. Entenda que não se trata de achar culpados, mas de entender como a outra pessoa se sente.

Vocês estão vivenciando um relacionamento, não um julgamento, não adianta apontar culpados. O que é importante é entender o que está prejudicando a outra pessoa. Caso seja um comportamento seu, procure adaptar as coisas de forma que os envolvidos se sintam bem.

 

10 – ESTEJA ABERTO A MUDANÇAS E MELHORIAS

 

Mudar comportamentos e a maneira como se faz as coisas pode não ser fácil, seja pela força do hábito ou pelo medo da mudança. É preciso ter em mente que a mudança faz parte da vida. Mesmo que você não perceba, tudo está em constante mudança e evolução.

Se as pessoas mudam e evoluem ao longo do tempo, os relacionamentos também. Afinal, são formados por pessoas. É comum que relações se desfaçam de repente. Ao menos a percepção é de que foi de repente. Mesmo longos relacionamentos podem se desfazer em algum momento.

Basicamente isso acontece porque as pessoas mudaram e o que tinham em comum se dissipou. Pode ser que apenas uma das pessoas mudou enquanto a outra ficou “parada no tempo”. Aquela que pouco evoluiu fica sem entender porque a outra pessoa seguiu em frente e o relacionamento que tinham não existe mais.

A partir do momento que você está aberto a mudanças e a se melhorar dentro de um relacionamento você está nutrindo este relacionamento. Pois, a partir do momento que se torna uma pessoa melhor, melhor são os relacionamentos que cultiva.

Estamos falando de reciprocidade, para que o relacionamento se torne melhor e mais forte é preciso que as outras pessoas envolvidas no relacionamento também estejam abertas a mudar e melhorar. Mas não espere pelos outros, seja com os outros a pessoa que você gostaria que eles fossem com você.

10 Dicas para desenvolver a reciprocidade - Infográfico

 

 

Rodrigo Poiesis
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