A convivência com outras pessoas pode ser algo tão complexo que chega a ser considerada uma arte. Algo que exige boa percepção do outro e uma sutileza equiparada a formas de arte como a música ou a pintura. A convivência é um exercício constante de aprimoramento e busca pelo equilíbrio.

Quantas discussões, quantos mal-entendidos, quantos relacionamentos são destruídos pela dificuldade encontrada na convivência. Uma das principais dificuldades na convivência está na falta de empatia. Em tentar entender o ponto de vista e os sentimentos do outro.

Enquanto estamos preocupados apenas com o que queremos, com o que achamos o correto, sem querer ouvir a opinião de outras ou entender como as outras pessoas são afetadas por nossas decisões, nós nos isolamos em nós mesmos.

O isolamento pode ser tanto que perdemos a habilidade de nos comunicar e expressar o que sentimos. O diálogo é a ponte que nos conecta com outras pessoas. Nos fechar em nós mesmos não nos exclui apenas de uma boa convivência com outras pessoas, mas também limita o nosso crescimento.

É na troca com outras pessoas que mais aprendemos, que temos experiências que não poderíamos ter isoladamente e que entendemos o mundo de diferentes formas. Por isso, é importante buscar melhores formas de conviver com os outros.

Não devemos nos tornar uma ilha isolada e deixar de aproveitar as inúmeras possibilidades de crescimento e descobertas que a vida nos dá. Assim como não podemos deixar de criar laços verdadeiramente saudáveis com as outras pessoas. Para ajudar com isso apresento abaixo 10 dicas de convivência com outras pessoas.

 

1 – COMUNIQUE-SE

 

A base de qualquer relação é a comunicação. Se a comunicação é difícil ou não há comunicação com as pessoas com as quais convive, esteja alerta, pois você está convivendo com pessoas que não conhece, não entende e não sabe o que esperar. Mesmo que a comunicação seja difícil, procure pontos em comuns para iniciar um diálogo. Com o diálogo vocês poderão exercitar os outros pontos importantes da convivência.

Se o diálogo se tornou difícil e a outra pessoa não dá sinais de que irá retomar uma conversa para resolver a situação, procure uma maneira de voltar a conversar, sem trazer situações que afronte o outro. Não se trata de aceitar o que o outro diz ou saber quem está certo ou errado, mas de ter a iniciativa de buscar soluções sem a necessidade de se mostrar certo.

 

2 – ESCUTE MAIS DO QUE FALA

 

Escutar mais os outros do que falar é um exercício que você pode desenvolver para ampliar a sua percepção das situações que ocorrem na sua vida e envolvem outras pessoas.

Quando tiramos um pouco o foco apenas do nosso ponto de vista e começamos a perceber como as outras pessoas percebem e se sentem em determinadas situações, podemos melhorar nossa convivência com elas e praticar o desenvolvimento pessoal ao mesmo tempo.

A partir do momento em que você não está preocupado em se mostrar certo e fazer o seu ponto de vista prevalecer, você abre a oportunidade de entender o outro. No diálogo com outras pessoas é importante perceber como o outro percebe a situação e como se sente. Mesmo que você acredite que a sua interpretação do que está acontecendo é a correta.

 

3 – PROCURE ENTENDER OS MOTIVOS DOS CONFLITOS

 

Se você já desenvolveu a sua comunicação e está se preocupando em escutar mais do que falar para entender o ponto de vista do outro, você pode acrescentar algo mais para melhorar a convivência com as outras pessoas. Mesmo a melhor convivência entre pessoas amadas está sujeita a ter atritos e gerar conflitos entre as pessoas.

Para lidar melhor com situações assim procure entender os motivos dos conflitos que estão ocorrendo. Pode ser que você esteja no meio de uma discussão que não sabe como começou ou a motivação que a gerou. Para que o conflito chegue a um fim é preciso entender de onde vem o desconforto que gera esse mal-estar na convivência para poder eliminá-lo.

 

4 – NÃO ESPERE QUE AS OUTRAS PESSOAS LHE FAÇAM FELIZ

 

Quem espera por um marido, esposa, filho, amigo ou qualquer outra pessoa para ser feliz estará numa eterna espera. Os que esperam que a sua felicidade venha por meio de outras pessoas vivem uma vida de constante frustração. Isso ocorre porque a felicidade está dentro de você e não fora.

Ser feliz é um estado de espirito que você mesmo constrói com base no equilíbrio e no entendimento de si mesmo. Faça você mesmo a sua felicidade a cada dia, se desenvolvendo, se conhecendo melhor e construindo a vida que lhe faz bem. Ao longo do tempo as pessoas que estiverem em sintonia com você irão se aproximar naturalmente.

 

5 – SEJA FLEXÍVEL

 

Nem sempre conseguimos o que queremos, nem sempre as pessoas farão o seu melhor. Existem momentos que precisamos lidar com situações inesperadas ou que não são como gostaríamos. Para quem tem dificuldade em lidar com situações que fogem ao seu controle esse pode ser um desafio. Na verdade, uma oportunidade de lidar com isso.

É importante saber ser flexível e se adaptar a certas condições para manter o equilíbrio e a boa convivência. Isso não significa aceitar tudo, mas encontrar um equilíbrio entre ceder e buscar inserir na convivência aquilo que é importante para você. Para isso, é necessário entender até que ponto vale a pena se adaptar a situação atual ou realizar mudanças.

 

6 – CONVIVA COM PESSOAS EQUILIBRADAS

 

Há um limite até onde você pode se adaptar, ceder e aceitar determinadas situações na sua vida. Se a outra pessoa não se esforça em nada para melhorar a convivência o desequilíbrio se instala. Por mais que você busque uma convivência equilibrada e saudável, se a outra pessoa não contribui para isso, não dá para conviver bem com alguém que não quer isso.

Conviver com pessoas desequilibradas emocionalmente, que estão sempre mudando de humor, que variam drasticamente seu temperamento e a forma de tratar os outros é desafiador para manter o seu bem-estar. Se você busca o autoconhecimento, o equilíbrio das emoções ou uma vida tranquila, é importante você selecionar o tipo de pessoas com as quais convive.

 

7 – DEIXE CLARO SEUS LIMITES

 

Um ponto comum nos desentendimentos entre as pessoas é não entender ou respeitar os limites do outro. Em relacionamentos saudáveis os limites de uma e outra pessoa são respeitados e declarados sem que haja constrangimentos. É importante entender o que o outro pode querer, gostar ou permitir na convivência, assim como é importante que você estabeleça e deixe claro os seus próprios limites para os outros.

Dizer não ou mostrar descontentamento por algo pode ser um desafio para muitas pessoas. Mas se as pessoas têm liberdade para ser quem são de verdade dentro do relacionamento, não há motivos para achar que não gostar de algo seja uma ofensa. Se vocês desenvolveram um diálogo aberto e sincero os limites de cada um vão surgindo de maneira natural.

 

8 – NÃO TENTE MUDAR A OUTRA PESSOA

 

Uma situação que gera muita frustração, conflitos e até o fim do relacionamento é a de uma pessoa tentando mudar a outra. As pessoas não mudam pela vontade de outras. Mesmo que alguém tente mudar para satisfazer o outro, isso não será real, apenas um papel que ela interpreta. Logo as características reais da pessoa acabam aparecendo e os conflitos aumentam.

Não perca tempo tentando mudar uma pessoa ou esperando que ela se torne diferente para que a convivência de vocês seja boa. Você pode se adaptar, ceder um pouco e dialogar com o outro para que faça isso também e encontre um meio-termo que seja bom para ambos.

 

9 – TENHA UM TEMPO SÓ PARA VOCÊ

 

A convivência se refere a viver com outras pessoas, existem pessoas que se doam muito aos outros e, quando isso é um excesso, chegam a esquecer de si mesmas. Não esqueça de você mesmo e das suas necessidades. Antes de poder se dedicar a outra pessoa é preciso estar bem consigo mesmo.  

Se você tem dificuldade em saber como aproveitar bem o seu tempo, busque por aquilo que lhe faz sentir bem, que nutre seu conhecimento, saúde e crescimento pessoal. Cuidar de você mesmo deve ser uma prioridade, pois é o que lhe dará equilíbrio para manter todo o resto.

 

10 – MANTENHA O BOM HUMOR

 

Nem sempre é fácil manter o bom humor. Existem situações que nem conseguimos nos imaginar dando um sorriso. Mas o sentimento de estar bem-humorado, vendo as situações de forma positiva e descontraída é uma prática que vai melhorando com o tempo.

Essa prática também é uma escolha, como quando você acorda e decide levantar reclamando do clima, do que tem para fazer, etc. Então, escolha iniciar seus dias focando no que é bom ou pode vir a se tornar bom. Não se deixe levar pela primeira dificuldade ou desânimo. Saiba que você é quem conduz sua própria vida, escolha se manter bem!

Rodrigo Poiesis
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